Espiritualidade

A Senda do Autoconhecimento

Tal senda que venho a explanar para os leitores neste momento, é um trajeto inicialmente tortuoso, de muitos espinhos e de muita negação por parte daquele que almeja o tesouro de dominar suas faculdades espirituais, mentais e corporais, ao ponto de atingir o grau completo de sabedoria de si próprio.

“Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os Deuses”. Essa frase de Sócrates, excetuando-se sua conotação politeísta, nos faz refletir sobre a relação entre o mundo material e espiritual. Conhecer a si mesmo não é diferente de uma doutrina, que possui algumas regras e limites para manter-se inabalável. Sócrates deixa implícito que o homem só pode ter acesso a conhecimentos subjetivos do mundo material se de fato obtiver a capacidade de gerenciar seu comportamento, sua forma de ver a vida, e principalmente, monitorar, aprender e aperfeiçoar-se com suas falhas. 

É fato que nossos cinco sentidos nos permitem detectar as coisas como todos os outros, porém a forma que as interpretamos é condizente com o que somos. A interpretação é um problema constante pois muitas vezes nos debatemos tentando encontrar uma razão plausível para os problemas que nos cercam, e deixamos de lado o poder reparador que uma situação desagradável pode nos propiciar uma vez que vivenciarmos ela sem qualquer resignação.

A vida é apenas um teste para todos nós, e nos cabe a função de ser aprovado nas provas que nos são submetidas. Entretanto, uma missão é comum a todos. O autoconhecimento, como chave para todas as descobertas posteriores do indivíduo. Somente a partir do autoconhecimento é que podemos desvendar o véu que encobre todos os mistérios da vida. Conhecer a si próprio é uma arte que proporciona conhecer igualmente ao próximo e estabelecer conexões de empatia, com aqueles que, inegavelmente, são parceiros de uma jornada evolutiva.

Benjamin Franklin dizia que aquele que ama a si próprio não possui rivais. Portanto, assim os digo, que aquele que ama a si próprio é aquele que se conhece o suficiente para transformar até seus defeitos em virtudes; aquele que enxerga em uma desventura uma oportunidade para se fortalecer como espírito; aquele que sabe aplicar suas habilidades e talentos em prol de um sentido maior. Ele não teme nem inveja os atributos do outro, uma vez que está completamente ciente daquilo que veio cumprir em sua existência. Portanto, não há rivais para este homem, além de, obviamente, seu próprio ego.

O caminho é árduo e, em muitos casos, difícil de ser completado em uma única existência. O ser humano tem o livre arbítrio para selecionar as atividades que deseja desempenhar e se esforçar, entretanto é imprescindível que ele dedique parte de suas horas diárias buscando conhecimento e realizando tarefas que contribuam para o conhecimento de si próprio, pois automaticamente a partir disso, seus horizontes irão expandir, fazendo com que o destino atue a seu favor, ao contrário de deixar que ele conduza suas emoções e sentimentos.   

1 comentário

  1. Vivenciar os problemas de frente, sem considerar como injustiça ou culpa de outros e sim como parte de nosso aprendizado desta encarnação, é autoconhecimento. Autoconhecimento é encontrar seu lado luz e seu lado sombra. É aceitar quem você é, por mais difícil que seja e, a partir daí, iniciar a trajetória árdua das melhorias internas. Preconceitos não assumidos, inveja, raiva do outro e de si, ganância, descaso, desamor – sou isso também! Este é o trabalho deste caminho, da vida!

    Novamente André, excelente texto, parabéns!

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