Literatura

Em Busca de um Novo Significado

A insaciável busca por uma nova vida, por uma nova forma de enxergar as nuances dos acontecimentos, de diferenciar as camadas e subcamadas da existência sem, no entanto, desconsiderar a importância da dualidade é sublime e transcende o meio natural que encaramos a realidade que nos cerca. 

Em primeira instância, podemos falar sobre a inocência. Trata-se de uma característica ambivalente. Podemos interpreta-la como uma maneira de busca por todo conhecimento que, por ora, é desconhecido. O indivíduo, desde a mais tenra idade, tem a tendência de explorar e perguntar sobre tudo que o rodeia. Tudo é novo, tudo é uma descoberta. A curiosidade torna-se o alicerce para se adquirir novas habilidades e conteúdo teórico, que podem ser úteis ou não.

A curiosidade também tem seu lado pontiagudo. Costumamos dizer “A curiosidade matou o gato que subiu no telhado”. Querer provar todas as águas e todas as brisas do vento, pode gerar uma busca sem fundamento e, até certo ponto, perigosa. A questão é que o termo “perigoso” é demasiadamente atrativo para algumas pessoas, que teimam em não escutar os mais experientes sobre os malefícios que a vida contém e ignoram ou desconhecem as palavras de grandes sábios que tiveram uma trajetória repleta de ensinamentos sobre as mazelas da vida.

É sob esses aspectos que entramos no íntimo de Wes, o protagonista do livro. Wes é um cara criativo, porém sua criatividade está acorrentada sobre as rédeas de seu pai e da cidade pacata em que reside. Assim que ele se muda para Pinneápolis as coisas mudam de figura e ele passa a adotar os próprios acontecimentos ao seu redor como conteúdo de seu processo de criação. Entretanto, esses acontecimentos flertam com a realidade de muitos outros jovens, que se veem imersos ao ponto de vista do protagonista (e do autor) sobre diversos temas polêmicos, com teor didático, de comédia e até visionários.

A inocência de Wes conduz o leitor a reflexão sobre o certo e o errado, o adequado e o inadequado. Eles realmente existem literalmente? Ou são meras formalidades adaptadas a ocasiões específicas? O escritor coloca o protagonista “nu e cru” diante dos leitores, em um universo em que ele não consegue dizer “não” para nada. Há pessoas que aprendem de forma simples e teórica e outras que aprendem pela dor. Este é o caso de Wes, que utiliza o que há de melhor e também o que há de pior em sua inocência.

O escritor é para sua obra o que é Deus para o universo, dada as devidas proporções. Há pormenores pessoais na obra que preenchem o vazio existencial, que um dia já tomou posse de mim. Wes e Abelardo são meus grandes amigos que praticamente me obrigaram a escrever essa história. Lidando com meu conhecimento adquirido pelos livros e pela vida, com meu eu interior, que é a voz que nunca se cala nos momentos cruciais e com os personagens gritando para nascer, foram os fatores que me auxiliaram no processo criativo. Nas histórias rimadas, ao fim de cada capítulo, deixo uma livre interpretação: seria o autor proferindo essas palavras? Ou seria o Wes? Ou, quem sabe, os dois juntos?

Encontre o seu significado.

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